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| Thiago Motta acaba de deixar a Juventus EFE/EPA/EMANUELE PENNACCHIO |
Que o trabalho de Dorival Júnior à frente da Seleção Brasileira é ruim, ninguém questiona. O técnico que nunca foi campeão brasileiro e tem como maiores conquistas uma Libertadores e 3 títulos da Copa do Brasil, não consegue dar padrão a seleção canarinho.
O atropelamento que ocorreu na última terça(25) no Monumental de Nuñez era uma conta que estava para ser paga a qualquer momento. E olha que os "hermanos" não contaram com Messi, Dybala e Lautaro Martinez que estão do Departamento Médico.
Não é de hoje que o trabalho dos técnicos brasileiros vem sendo questionado. Não a toa, há uma invasão estrangeira no nosso futebol.
Óbvio que os técnicos que vem para cá, não tem mercado nos grandes centros e nem receberiam os salários que os irresponsáveis dirigentes pagam por aqui.
Porém, quando o assunto é a seleção nacional, há uma lenda urbana que "o Brasil ganhou cinco Copas com técnicos brasileiros". Fato, mas com o talento disponível nas copas conquistadas, provavelmente um técnico mediano do Zimbábue, também venceria.
Quando o talento foi desaparecendo e o trabalho do treinador foi necessário, o futebol brasileiro sucumbiu e vem sucumbindo torneio a torneio seja em Copa do Mundo ou competições domésticas.
São poucos técnicos brasileiros fora do país com sucesso e em clubes de expressão. Thiago Motta(42) que se naturalizou italiano ainda como jogador, é o que vive melhor momento.
O brasileiro começou no Sub-19 do PSG e comandou Genoa, Spezia e Bologna antes de chegar na Juventus, maior campeão italiano.
No Bologna, levou o time de volta a Liga dos Campeões após 59 anos. O ótimo trabalho o levou a Juventus, onde esteve até o fim de semana quando a sequência de maus resultados, culminaram com sua demissão.
Pela Juventus conquistou 18 vitórias, 16 derrotas e oito empates em 42 jogos. Sylvinho ex-Corinthians, está no comando da Seleção da Albânia. O ex-zagueiro do Corinthians e Cruzeiro, Cris comanda o Chateuroux-FRA.
O ex-lateral Juliano Beletti está no Sub-19 do Barcelona. Zé Maria ex-Portuguesa, Palmeiras e Seleção Brasileira comanda o Olbia da Série D italiana.
Márcio Nobre ex-atacante do Cruzeiro é técnico do Gostivar da Macedônia. Mineiro ex-São Paulo comanda o time Sub-16 do Hebler-ALE.
Outro ex-Corinthians, Tiago Nunes está na Universidad Católica-CHI após ter trabalhado também no Sporting Cristal.
Antonio Carlos Zago ex-Palmeiras, após comandar a Seleção Boliviana, assumiu o The Stronghest. Ele já tinha comandado o Bolivar. O ex-São Paulo André Jardine, é atual tricampeão mexicano pelo América. O menos conhecido Jadson Vieira está no Boston River-URU.
Escondidos pelo mundo estão Marcos Paquetá na Argélia, Pércicles Chamusca campeão da Copa do Brasil pelo Santo André na Arábia Saudita, o ex-Corinthians Osmar Loss que está no Buriram United da Tailândia e Alexandre Gama ex-Fluminense no Lamphur Warrior.
Vinícius Eutrópio ex-Fluminense comanda a Seleção do Brunei. Maurílio Silva ex-atacante do Palmeiras comanda o Lunda Sul de Angola.
Campeão no Mato Grosso do Sul, Cláudio Roberto está há anos no mundo árabe.
Após o fiasco diante da Argentina, Felipe Luis que até o momento não tem casca alguma como treinador, tem sido lembrado como se fosse a solução para todos os problemas.
Muito por olhar para o outro lado da cerca. A Argentina por falta de opção, deixou Scaloni e deu certo. No Brasil, não há convicção de nada, apenas copiar o que deu certo em outros locais.
Enquanto a formação do técnico não melhorar desde a base até o profissional, os treinadores brasileiros ficarão cada vez mais para trás pois surfaram nas ondas do puro talento dos nossos jogadores que hoje caiu drásticamente.
Não importa o nome, a CBF não tem projeto para estruturar o futebol brasileiro. Enquanto isso não ocorrer, continuaremos participar de torneios e falando dos títulos que Pelé que hoje mora no céu e Ronaldo e Romário que pararam há pelo menos uma década, conquistaram.

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