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| Foto: Divulgação OFC |
Alex Choco foi maximizado como sensação de 2026 pelos gols marcados no possante Campeonato Sul-Mato-Grossense, o segundo pior do Brasil.
Seu bom desempenho pelo Bataguassu, levou o Operário, tricampeão Estadual, contratá-lo por duas temporadas, algo inédito em nosso combalido futebol.
Em entrevista a Rádio FNC, Choco de 24 anos, afirmou que estava jogando futebol amador antes de ser contratado pelo Bataguassu.
Como tenho o hábito de dizer, "eu não confio em artilheiros de um campeonato só".
Futebol brasileiro teve Josiel, Souza Caveirão, Dimba, Henrique Dourado, Adhemar como artilheiros do Brasileirão e nível técnico bem questionável.
Choco não fez gol na competição mais difícil e mais importante do Operário no ano, o Brasileiro Série D.
Na lanterna do seu grupo, a ausência de gols do artilheiro do Brasil, é diretamente responsável pela patética campanha do clube no Brasileirão.
Choco marcou quatro gols em nove jogos com a camisa do Operário, três em um jogo só da Copa Centro Oeste. Em sete partidas, Choco não balançou as redes.
O péssimo desempenho associado a uma defesa vazada em seis dos oito jogos, é a receita para mais um fiasco do maior campeão do estado que mais uma vez não faz mal para ninguém quando atravessa a ponte.
Com 19 gols na temporada e nenhum no Campeonato Brasileiro, Choco é o artilheiro dos gols inúteis.
Seus gols fizeram o Bataguassu chegar na final do Estadual, o que é uma final de Copa do Mundo para o time recém-promovido, mas insignificante para o maior campeão do Estado.
É possível que ano que vem ele marque 198 gols no Estadual do MS, mas não adianta para quem precisa galgar campanhas melhores e sair do fundo do poço do futebol.
Outra lição ensinada mais uma vez aos nossos clubes é que se reforçar com com destaques do futebol sul-mato-grossense, é pedir para passar vergonha em competições nacionais.
O Operário abriu uma filial do Bataguassu após o Estadual e só faltou trazer Caravina para a disputa da Série D. O resultado está posto para quem quiser ver.
Ser destaque no futebol sul-mato-grossense é o mesmo que feriado no domingo. Quem tem a mínima pretenção de chegar o mais longe possível na Série D, não pode abrir filial do vice-campeão do MS.
Achar que depois da campanha no Estadual, jogadores de outros clubes do MS são reforços, é mentir pra si mesmo.
A Gestão Esportiva da Família Maluf que é responsável pelo Operário estar em atividade após Nelson Antonio e seus blue-caps destruírem o clube, é responsável por esse papelão com estrutura nunca antes vista no clube.
Com uma única vitória na competição e exatamente contra um time do estado, o Operário é prova cabal que não foi feito para atravessar a ponte.
No MS é o galo pantaneiro, quando atravessa a ponte é o "Pintinho Piu".


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