Por Yuri Silva - Rádio SE
Textor foi afastado da SAF do Botafogo
Foto: Divulgação Botafogo
O Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas determinou o afastamento imediato de John Textor da administração da SAF do Botafogo.
A decisão foi tomada na noite desta quinta-feira e possui caráter provisório. Portanto, será reavaliada no dia 29 de abril, após manifestação das partes envolvidas.
Em primeiro lugar, o tribunal enquadrou a medida como conservatória. Ou seja, busca preservar a estrutura da SAF diante de riscos apontados no processo.
RISCOS APONTADOS PELO TRIBUNAL
Nesse sentido, o documento destaca possíveis prejuízos. Segundo a decisão, atos recentes sob a gestão de Textor têm potencial de causar danos irreparáveis aos acionistas e à torcida. Além disso, a corte reforça que a intervenção ocorre para evitar agravamento da situação.
Ainda assim, o tribunal indica que as decisões administrativas analisadas ultrapassam limites de governança. Em outras palavras, há entendimento de que normas internas foram desrespeitadas.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL NO CENTRO DA CRISE
A princípio, um dos pontos centrais envolve o pedido de recuperação judicial. De acordo com o tribunal, a medida foi adotada sem aprovação em assembleia de acionistas. Portanto, configura violação direta das regras de governança.
Além disso, o documento afirma que a iniciativa também desrespeita determinação arbitral anterior. Ou seja, o caso ganha contornos mais graves dentro do processo em andamento.
CONTRATO E CONFLITO SOCIETÁRIO
Por outro lado, o tribunal também analisou um acordo de compra e venda da SAF. Nesse meio tempo, a operação previa transferência para uma empresa sediada nas Ilhas Cayman. Contudo, o destaque recai sobre a atuação de Textor, que assinou pelas três partes envolvidas.
Além disso, o pedido de afastamento partiu da Eagle Football Holdings Bidco. Em síntese, o conflito ocorre dentro da própria estrutura empresarial ligada à SAF.
ASSEMBLEIA CANCELADA E PRÓXIMOS PASSOS
Em seguida, a Assembleia Geral Extraordinária prevista para o dia 27 de abril foi cancelada. Anteriormente, a primeira convocação já havia registrado baixa adesão de acionistas.
Por fim, o cenário segue indefinido. Portanto, a situação será reavaliada no dia 29. Até lá, a SAF do Botafogo permanece sem definição sobre seu comando, enquanto o processo arbitral avança.
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