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| Foto: Folha |
O Corinthians retrocedeu dois passos com Tiago Nunes após voltar da parada e voltou a ser um time mais seguro defensivamente. São 4 jogos e meio sem levar gol. São mais de 435 minutos sem Cássio ser vazado desde o gol de Breno do Ituano.
Do outro lado, o segundo melhor elenco do país que não rende na mão de um técnico ultrapassado que vive de clássicos pelos menos há 15 anos para deixar alguns iludidos com a falsa sensação que o melhor técnico dos anos 90 voltou.
Nos jogos grandes em 2020 contra rivais, o timão leva a melhor. Duas vitórias e um empate sem levar gol. Já o verdão, dois empates e uma derrota, exatamente pro rival da decisão. Nenhum gol marcado nos clássicos.
Assim como em 2019, alguém terá que ser campeão paulista. Os menos piores que avançaram no regulamento previsto, foram Palmeiras e Corinthians. O Corinthians quer entrar para a história com o tetra seguido, feito jamais feito pelos grandes.
Já o Palmeiras quer vingar a derrota que dói até hoje da decisão de 2018 e impedir que o rival faça história e trepudie mais uma vez levantando o caneco em seu estádio.
Esperar bons jogos depois do que cada um tem feito na temporada, é uma doce ilusão. Se isso ocorrer, será uma grande surpresa. É inegável que o momento corinthiano é empolgante de quase rebaixado a finalista e o rival da final contribuiu muito.
Quando o Palmeiras teve a chance de eliminar o Corinthians, não o fez e perdeu o jogo da volta da parada por 1 a 0 com gol de Gil. Aliás, a última vez que o Palmeiras teve a chance de eliminar um rival e não o fez, pagou caro depois.
Em 2018, o Boca Juniors esteve perto da eliminação na fase de grupos e foi salvo pelo Palmeiras.
Na semifinal, o time brasileiro sucumbiu diante dos argentinos. Em 2011, após queda para o Tolima, o verdão perdeu do timão por 1 a 0, o tirou da crise e depois foi eliminado na semifinal pelo rival.
Em 2019, o Corinthians foi tricampeão estadual com o técnico Fábio Carille dizendo que o time não jogava bem e de fato, não jogava. Aliás, em via de regra, Flamengo e Grêmio são os únicos que jogam bem no país. Os demais se arrastam ou tentam achar um caminho.
O clássico é maior que o campeonato e o futebol apresentado por ambos, mas nunca o "Paulistinha" teve tanta importância na história do Palmeiras como neste momento.
O palmeirense não aguenta mais perder para o maior rival que tem um time mais fraco e em grave crise financeira.
Mas como diz o comentarista Hugo Carneiro, o clássico é o jogo que iguala os desiguais. Cabe a quem tem competência, impedir essa igualdade.
O menos pior, levará o caneco para casa e poderá tirar onda do rival pela continuidade da freguesia ou por tirar um peso das costas.

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