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| Foto: Isto É |
É bem verdade que aquilo que tem sido praticado no Brasil ano após ano, é algo parecido com futebol diante de milhões de pessoas que jamais sentaram no cimento e entendem o que é torcer pelo seu time. O brasileiro gosta de ganhar, e para isso, torce por qualquer coisa idiota que o satisfaça.
Torcem por número de sócios torcedores, dirigentes, contratações, vendas, bilheteria, número de atacantes, de meias, zoações, torcem por tudo, menos pelo clube de coração. Os "modinhas" das redes sociais e da tecnologia, não entendem o êxtase que é seu time marcar um gol nos acréscimos.
Eles jamais compreenderão a cultura de ir ao estádio torcer. Torcer porque é o que o torcedor deve em qualquer situação do seu time.
Mas o que vemos no Brasil, são estádios abarrotados apenas quando o time dispara a vencer jogos ou quando está com a corda no pescoço e precisa da ajuda das arquibancadas para evitar um vexame.
Nos últimos dias, surgiu mais uma classe de torcedores. Os da Bola de Ouro da Fifa, concurso político que premia o melhor jogador do planeta ao final da temporada. Na incapacidade de torcer por um clube, torcem por um jogador que atua por um clube do outro lado do planeta.
Torcem agora pois acham que este jogador está perto de vencer um prêmio individual. Quando o mesmo era um "Filé de Borboleta", ninguém torcia por ele. Torciam por Messi, Cristiano Ronaldo ou outro.
O futebol brasileiro que foi conhecido pelo espetacular futebol jogado dentro de campo por Pelé, Gerson, Leônidas da Silva, Ademir da Guia, Rivellino, Zagallo, Tostão, Carlos Alberto, Ronaldo, Romário, Zico, Sócrates, Leandro, Roberto Carlos, Cafu, Rivaldo, Dida, Marcos, Falcão, Zago, Bebeto, Taffarel, Ronaldinho Gaúcho, Marcelinho, Alex, Raí, Ricardo Gomes, Junior e tantos craques produzidos no país, vive de "modinhas" que não entendem a essência do futebol.
É bem verdade, que vários jogadores espalhados na base e vários "enganadores" que estão enraizados nessa base, estão desesperados para verem Neymar ser eleito melhor do mundo para que eles mintam pra si mesmos e achem que o trabalho que é feito, é bom.
Doce mentira escancarada dia após dia pelo péssimo nível dos nossos jogadores que precisam sair do país para evoluírem pela incapacidade da massacrante maioria em saber trabalhar.
Infelizmente, deixamos de ser o país do futebol bem jogado e referência para vários países e viramos o país dos patéticos que torcem para um prêmio individual e não para seu clube de coração. É o fim da bola.

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