Por TLFFoto: Divulgação FFMS
Rodrigo Moreira
O Operário é o atual bicampeão sul-mato-grossense e em 2026, tentará igualar o feito no início do esporte no Mato Grosso do Sul. Conquistar o tricampeonato consecutivo.
Único detentor desta marca, o galo comandado por Carlos Castilho, foi tricampeão em 79, 80 e 81.
O Operário é o maior finalista ao lado do Comercial do Estadual do MS, ambos com 18 finais e tentará igualar o número de títulos do rival na disputa entre eles.
Desde o início das disputas entre eles, o colorado tem 22 conquistas contra 21 do galo somado títulos da Liga Campo-Grandense que antecedeu o profissionalismo, Estadual MT e Estadual MS.
Diferentemente das glórias em campo e bem gerido fora dele, o Operário é atual bicampeão Estadual com o famoso "doping esportivo".
Nelson Antonio que também é militar como os dirigentes do único tricampeonato da história do MS, quebrou o clube montando times que não tinha condições de pagar.
Sob seu comando, nunca na história o Operário teve tanto aporte financeiro de cotas de competições nacionais.
A Copa do Brasil nunca pagou tanto e ele foi o único presidente da história a ter em todo seu mandato, a participação e cotas.
Mesmo assim, atrasou salários, fechou o futebol feminino que quase subiu, não conseguiu arrumar o ar-condicionado do ônibus que adquiriu, perdeu dinheiro público após não pagar débitos com a União e muito mais.
A destruição administrativa do clube levou ao desespero de entregar o futebol a empresa de Eduardo Maluf, empresário que vai para sua segunda experiência como dirigente.
Em 2014 no Novoperário, rasgou a Lei Pelé, Lei Municipal e Estadual e abandonou o clube após queda precoce nas quartas de final para o Águia Negra.
O clube foi denunciado ao TJD-MS por usar uniforme de jogo com divulgação de emissora de rádio que a Lei Pelé impede e ao Procon-MS após não cumprir a lei da meia entrada no jogo com o Comercial.
Escapou do rebaixamento por omissão do TJD mas não de abrir os portões em 2015 para devolver ao torcedor, seu direito lesado por determinação do órgão regulador.
O Operário sai da mão do Presidente que quebrou o clube para um Dirigente que fez um péssimo trabalho na única experiência que tem.
Mas Maluf é excepcional de marketing, e o barulho nas redes sociais tem empolgado os carentes torcedores que viram seu time mais uma vez ser uma vergonha ao atravessar a ponte.
Paulo Massaro vem para sua primeira experiência no estado e tentando "perder a virgindade". O técnico nunca foi campeão apesar de ter iniciado o trabalho no Confiança campeão Sergipano de 2024 com Gerson Gusmão.
Massaro chega com uma simples missão: Levar o time ao menos a final da competição estadual.
A exigência é esta pois seu antecessor Leocir Dallastra, conquistou dois títulos sem campo para treinar, com o Departamento Médico cheio, atraso de salários, premiações e com o ônibus ventilando apenas pelas janelas.
Por toda estrutura anunciada, investimento feito e por ser o atual bicampeão no cenário destruído fora de campo pela direção, a cobrança é pelo tricampeonato uma vez que todo esse caos passou.
A estreia será diante do FC Pantanal, adversário local que o humilhou ano passado no fim da primeira fase.
O Pantanal fez 4 a 1, placar que nem seu maior rival, o Comercial, conseguiu ao longo dos mais de 80 anos de rivalidade, impor sobre o Operário.
A classificação à final sobre o Pantanal três semanas depois, amenizou mas não apagou a dor da humilhação sofrida pela última vez para um time da capital em 2011 quando levou 6 a 1 do Cene que hoje mora no céu.
Ao torcedor operariano, tudo indica que 2026 será a última vez que ele verá seu time que vai morar no céu graças a Nelson Antonio e seus blue-caps.
O galo do povo vai morrer e renascer SAF para ser o "Galo dos Malufs". Na última valsa, o ex-galo da Bandeirantes e quase ex-galo do povo vai repetir o tricampeonato?
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