O futebol brasileiro está atrasado em relação ao resto do mundo e isso é uma mera constatação.
Equipes mal treinadas, jogos ruins em open bar no Brasil mesmo com muito dinheiro e salários absurdos.
Enquanto Palmeiras e Flamengo faziam uma das piores finais tecnicamente da história da Libertadores com apenas duas finalizações no alvo em 98 minutos apesar de todo o dinheiro que possuem, o Internacional desaposentou um técnico.
Desesperado pela entrada na zona de rebaixamento, o colorado demitiu Ramon Diaz e ressuscitou seu ídolo maior como treinador; Abel Braga.
Abel não trabalha como treinador desde que foi demitido do Fluminense em 2022. Os dirigentes colorados, mais uma vez se apegam apenas no passado e não na realidade.
A metodologia não é exclusividade do Internacional. Vários e vários clubes tem suas "bolas de segurança".
O São Paulo tem Murici, o Grêmio roda entre Renato Gaúcho e Felipão, o Palmeiras foi refém de Felipão e Luxemburgo por um longo tempo.
O próprio Corinthians ressuscitou Luxemburgo que não trabalhava desde a saída do Vasco quando foi rebaixado. Atlético com Cuca, Cruzeiro com Adílson Batista, Fluminense com Abel e Renato e tantos outros exemplos.
O futebol brasileiro comandado por péssimos dirigentes, sempre recorreu aos medalhões mesmo que estes estejam totalmente ultrapassados.
Falta vergonha na cara de alguns treinadores também. Abel foi preterido por Miguel Angel Ramirez logo que Alessandro Barcelos assumiu a direção colorada.
Aliás, Abel Braga se mostrou hipócrita no discurso e na execução do que defendeu um dia.
Em 2019, pediu demissão do Flamengo após o clube abrir conversas com Jorge Jesus.
Segundo o repórter Jairo Winck do Baldasso TV, Abel acertou o retorno ao Internacional na madrugada de sexta para sábado, antes da demissão da família Diaz que foi oficilizada no meio da tarde de ontem(29).
Os colorados estão empolgados na vã esperança de Abel salvar do rebaixamento que parece certo.
Olhando pro campo, não há sinais que isso possa ocorrer. O Internacional é disparado o pior futebol do returno do Brasileirão, principalmente pós Mundial de Clubes.
Mas se apegam a "camisa", ao "ídolo", a "história", menos no que precisam se apegar: O futebol praticado.
Aos defensores dos temas citados acima, eu lembro que mesmo com camisa, história e qualquer outro argumento alheio ao futebol, tudo isso deixou o Internacional nesta situação pela falta de futebol qualificado.
Abel aceitou o convite pois há anos não faz um bom trabalho e por esse motivo estava aposentado. Ninguém que dispute coisas importantes, contrataria um técnico defasado.
O mercado de quem disputa coisas importantes o aposentou e o mercado de quem só luta pra ficar na elite, recorre ao passado e a história.
Abel tem dois jogos para ser mais idolatrado do que já é ou manchar sua idolatria com mais um rebaixamento na carreira. Ele participou das quedas de Fluminense(2013), Cruzeiro(2019) e Vasco(2020).
Há seis anos, Flamengo e Abel Braga iniciavam juntos uma jornada. Seis anos depois, no dia que o Flamengo conquistou a América pela quarta vez, Abel é anunciado pela idolatria, não pelo que fez no mesmo período.

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