quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Na Canela: Os erros de Petrallas que poderão enterrá-lo para o futebol

Cezário e Petrallas
Foto: Blog do Nélio
Por TLF


A situação política da FFMS que parecia ter estabilidade para administrar, passou por um verdadeiro terremoto nos últimos dias.

A Justiça anulou a destituição do Presidente Francisco Cezário de Oliveira e com isso, a eleição de Estevão Petrallas por consequência, não vale nada.

Petrallas e Cezário estiveram juntos em várias ocasiões. Logo em seu primeiro mandato ainda como Prefeito de Rio Negro, Petrallas foi vice da FFMS até a final do Estadual de 2002.

O sorteio da arbitragem da final, fez Petrallas cair. Naquela época, a FFMS fazia um sorteio com os dirigentes e nomes de árbitros com todos reunidos.

Cezário estava em Rio Negro e Petrallas definiu uma escala de arbitragem diferentemente do que a entidade realizava para a final entre Cene x Comercial.

O então Presidente do Comercial Luiz Ojeda, foi até Rio Negro conversar com Cezário sobre o fato e Cezário determinou que Petrallas seguisse o rito que ocorria até aquele momento. Petrallas não aceitou e deixou a partir de então a diretoria.

Anos depois, Cezário ajudou Petrallas e tirar o pior presidente da história do Operário até então, Tony Vieira. Tony tentava mudar o estatuto do clube e ficar mais um mandato.

Cezário conseguiu compor nos bastidores uma chapa única com os três candidatos à Presidência da época. Estevão Petrallas, Alécio Manoel e Reinaldo ex-zagueiro(Reinaldo Bombado).

Na gestão Petrallas, Cezário o ajudou de diversas formas como ajudava todos os clubes. No auge de uma crise às vésperas da decisão do Estadual 2018 contra o Corumbaense, ajudou Petrallas a trocar cheque para pagamento de salário de atletas.

Dois anos depois, escalação irregular de jogador do Operário contra o Comercial, fez Petrallas afirmar que "não aceitaria mais coronelismos" no futebol do estado.

No pensamento do atual presidente interino da FFMS, a FFMS deveria comunicar quem podia ou não jogar quando o regulamento das competições é bem claro no tocante ao controle de cartões.

Como bom político que sempre foi, Cezário colocou Petrallas como vice em sua última eleição. É bom relembrar, que a Rádio FNC sempre informou que Petrallas nunca tomou posse desta eleição.

Sucessão de erros

Após prisão do Presidente Francisco Cezário pelas investigações da Operação Cartão Vermelho, Petrallas se mexeu politicamente para sentar na cadeira.

O Estatuto de 2022, prevê que o Presidente se afastado, poderia escolher seu substituto por um período não superior a 180 dias. Após este prazo, se o Presidente não retornasse ao cargo, deveria haver eleições(Informado pela Rádio FNC).

Enquanto os ingênuos dirigentes de clubes se reuniam no Hotel Ypê para se posicionarem diante da prisão de Cezário, Petrallas sentava com o então Presidente da CBF Ednaldo Rodrigues via Romeu Castro, um dos vices da FFMS e que trabalha com futebol feminino na entidade(Informado pela Rádio FNC).

Houve o entendimento que Petrallas era o nome para conduzir até que as investigações acabassem. O problema é que Nelson Antonio e Vanderlei Cabreira, cartolas operarianos, estão diretamente envolvidos como testemunhas contra Cezário.

Tudo se deu por conta do Estadual 2023. Uma foto de Marcos Tavares, a época vice-presidente da FFMS, no estádio Laertão com a legenda de "Na casa do campeão Estadual", antes da competição terminar, associado a erros de arbitragem a favor do Costa Rica, culminando com um pênalti não marcado em Irapuã na final e com o árbitro da final, Renan Insabralde ter trocado de carro naquele ano, fizeram a cúpula operariana entender que Cezário armou para o Costa Rica ser o campeão.

É bom recordarmos também, que naquele ano o Coxim esteve envolvido com manipulação de resultados e o jogo Comercial 2x2 Costa Rica, foi investigado pelo MPE também.

Petrallas ao sentar na cadeira de interino, começou a ter uma avalanche de problemas pois estava condenado por não prestação de contas na época do Operário(Denunciado pela Rádio FNC). 

Os dirigentes, os torcedores e tampouco o TJD-MS, não o tiraram, mesmo com a situação tendo sida transitado em julgado(Sentença Definitiva).

Petrallas fez acordo com o MPE para devolver 128 mil reais aos cofres públicos. Segundo o MPE, Petrallas assumiu pagar este valor mesmo que o Operário não o faça.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 49ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com Estevão Antônio Petrallas, atual presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS). O acordo foi celebrado com o objetivo de garantir o ressarcimento de recursos públicos decorrentes do não cumprimento de obrigações legais por parte da Liga de Futebol Profissional de MS, presidida por Petrallas à época dos fatos.

A medida foi tomada após a constatação, em procedimento preparatório, de que a Liga deixou de prestar contas de um convênio firmado com a Fundesporte, o que gerou uma condenação judicial transitada em julgado no valor atualizado de R$ 128.477,24. Diante da prescrição das sanções por ato de improbidade, o MPMS buscou a via extrajudicial para garantir o ressarcimento ao erário.

Pelo TAC, Petrallas assume, solidariamente, o compromisso de quitar a dívida, mesmo que a entidade que presidiu não o faça. O pagamento será feito em 47 parcelas mensais, com acompanhamento e fiscalização por parte do MPMS. O acordo também mitiga, de forma excepcional, os efeitos legais que impedem a FFMS de celebrar convênios públicos enquanto estiver vinculada a dirigente inadimplente, desde que haja cumprimento integral do TAC.

O termo firmado tem eficácia de título executivo extrajudicial e prevê, em caso de inadimplemento, sanções como multa no valor de R$ 15 mil e comunicação imediata aos órgãos públicos para restabelecimento da vedação legal ao recebimento de recursos pela FFMS.

Pela Lei Geral do Esporte, quem é condenado por impobridade administrativa, não pode comandar nenhuma entidade mas ninguém fez nada no estado.

Após escapar da queda, Petrallas movimentou os bastidores para ficar no cargo, principalmente quando o vice-presidente João Garcia, seria indicado para seguir os outros 90 dias de afastamento de Cezário.

Petrallas contrariou a orientação de Ednaldo que era tocar o futebol aqui não mexer em nada até que Cezário tivesse sua situação definida. 

Não era para fazer reforma Estatuária tampouco convocar assembleia para destituíção de Cezário.

O documento da CBF que colocava Petrallas interinamente deixava claro que o Presidente era Cezário que teria direito a ampla defesa e até que a Justiça definisse sua situação.

Logo de cara, a mudança estatutária aprovada pelos Dirigentes, derrubou todos os vices deixando apenas ele no cargo. 

Vale lembrar mais uma vez que o novo Estatuto valia a partir do momento do registro em cartório(Divulgado pela Rádio FNC).

Petrallas se mexeu, ficou por mais 90 dias impedindo que a indicação de Cezário ocorresse por força do novo Estatuto e logo chamou a destituição sob orientação de Rafael Meirelles, advogado que esteve com ele no Operário.

Após a destituição, ele virou Presidente de fato e deveria convocar eleições para vice imediatamente. O problema é que Cezário não teve direito a ampla defesa como manda o regimento interno.

Por uma ansiedade de perder a cadeira para João Garcia, Petrallas não fez o certo. O primeiro afastamento foi de 25 de maio até 25 de agosto. Os outros 90 dias, iriam acabar em 25 de novembro, prazo que o Estatuto de 2022 determinava que deveria haver convocação de eleição OBRIGATORIAMENTE.

Cezário foi destituído sem ampla defesa e sem provas em outubro de 2024, um mês antes do prazo que o Estatuto determinava com o afastamento máximo. Culpado ou inocente, Cezário deixaria de ser o Presidente em novembro por força de Estatuto.

Um ano após a destituíção, a Justiça escancara os erros de Petrallas que não tem a simpatia da maioria, virou um cartola midiático com muita publicidade e poucas ações que de fato resolvam os problemas.

No meio do caos, Petrallas é acusado de manipular o resultado da Série B a favor do Bataguassu. O atacante Walter ex-Aquidauana, divulgou vídeo em sua rede social acusando o Interino da FFMS.

Antes da última rodada, a FFMS não se posicionou como seria a premiação e levou o troféu de campeão para Bataguassu e vice para Aquidauana conforme divulgado pela Rádio FNC.

Um fato da gestão Petrallas é que em 18 meses, ele esteve envolvido em polêmicas na Justiça que não é normal.

Por falar em Justiça, se ela inocentar o Presidente Cezário das acusações da Operação Cartão Vermelho, será o fim de Petrallas para o futebol que nunca escondeu o sonho de presidir a FFMS.

Neste 13 de novembro de 2025, a comunidade do futebol olhava para Petrallas como uma possível solução, olha com toda desconfiança pelos atos. 

Dúvida Pertinente: Até agora nenhum cartola dos clubes manifestou apoio ao Interino, nem mesmo Nelson Antonio. Se os dirigentes realmente entendem que o problema era o Cezário pois o destituíram, porque se calam e não apoiam Petrallas?

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