Os brasileiros que foram a campo na noite desta terça(15) tiveram desempenhos e resultados bem diferentes.
Na abertura da fase 1/16 avos da Copa Sul-Americana, o Bahia recebeu o América de Cali e ficou no empate sem gols com mais de 70% de posse de bola e 23 finalizações. O placar não condiz com o jogo.
Rogério Ceni mostra ao longo dos anos que tem como treinador, o que já se esperava dele quando ainda era goleiro. Monta times que gostam da bola, querem o controle do jogo.
Do outro lado, o Vasco de Fernando Diniz pós pausa, soma a segunda derrota com seis gols em dois jogos.
No Olímpico Atahualpa foi um massacre do Independiente principalmente após a expulsão de Lucas Piton. A goleada por 4 a 0 só não foi pior graças a Léo Jardim que ainda pegou pênalti de Cazares.
Foram incríveis 33 finalizações sendo nove no alvo, pênalti perdido e gol anulado "pelo beiço de uma pulga".
O Vasco não conseguiu ter organização defensiva alguma e foi presa fácil diante do líder do Campeonato Equatoriano.
Diniz e Rogério são técnicos que pensam futebol com ideias semelhantes diferentemente da massacrante maioria dos treinadores, porém, os estágios são diferentes.
Enquanto Rogério Ceni colocou time alternativo diante do América e foi soberano no jogo esbarrando apenas na pontaria, Diniz em momento algum conseguiu organizar seu time após a expulsão.
Desde que Diniz apareceu no Audax em 2016 e Rogério no São Paulo em 2017, os trabalhos de Rogério são mais sólidos que de Diniz.
Rogério está no quinto clube como treinador. Já foi campeão brasileiro das séries A e B, participou da campanha da Copa do Brasil de 2023 pelo São Paulo além de títulos Estaduais.
Diniz está no 14º clube e foi campeão da Libertadores de 2023, fez parte do trabalho do Athlético-PR campeão da Sula em 2018 e vice pelo Cruzeiro ano passado.
Rogério fez parte da campanha do rebaixamento do Cruzeiro em 2019 e Diniz não conseguiu subir o Vasco em 2021. Diniz teve uma rápida passagem pela Seleção Brasileira mas sem deixar saudades.
Apesar de menos tempo como treinador que Diniz, Rogério já mostrou estar mais adaptado aos clubes por onde passa e não fica preso a uma única ideia.
O massacre levado pelo Vasco escancara que em 16 anos de carreira, Diniz morre abraçado com suas ideias, mesmo que isso custe vexames e questionamentos que ele não consegue sanar.
Para quem quiser lembrar que os cenários dos dois clubes que são SAFs são totalmente diferente, é verdade. Porém, é a escolha da gestão de carreira de cada técnico.
Apesar de não ter tanto destaque principalmente pela antipatia dos tempos de jogador e dificuldade de relacionamento, Rogério Ceni sem dúvidas é o técnico brasileiro com mais desempenho e resultados desde que surgiu.
Num futebol atrasado que supervalorizam técnicos como Dorival Junior, Renato Gaúcho e Mano Menezes que nunca foram campeões brasileiro, Ceni tem mostrado ser "camaleão" por onde passa.
Diniz apesar da conquista continental parece que não irá mudar suas convicções e isso é barreira para sua evolução profissional.
Semana que vem, o Bahia tem total condições de voltar classificado da Colômbia enquanto ao Vasco, resta rezar por um verdadeiro milagre.

Nenhum comentário:
Postar um comentário