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| Foto: Franz Mendes |
A pesquisa do Jornal O Globo juntamente com o Ipsos-Ipec, revoltou alguns pachequistas e torcedores fanáticos dos clubes mais populares do Brasil.
De acordo com os dados da pesquisa, duas mil pessoas entrevistadas acima dos 16 anos em 132 municípios, indicaram queda das principais torcidas do Brasil.
Um fator que ninguém observou, é que foram citados 50 clubes totalizando 75,5% da população entrevistada, ou seja, 24,5% da população, não torce para nenhuma equipe.
Segundo dados, a população brasileira em 2025 é de aproximadamente 210 milhões de habitantes. Em números absolutos, isso significa que quase 52 milhões de brasileiros não torcem para nenhuma equipe do país.
Como a pesquisa é com pessoas acima dos 16 anos, não entram para a pesquisa, mais 18% da população brasileira que está abaixo desta faixa etária, cerca de 39 milhões de pessoas.
Ou seja, a pesquisa trata de um grupo de 119 milhões de pessoas, o que significa 57,5% da população.
Dentro desse nicho de 119 milhões de pessoas, confira o número de torcedores segundo a pesquisa.
Flamengo 21,2% - 25,2 Milhões
Corinthians 11,9% - 14,1 Milhões
Palmeiras 6,5% - 7,7 Milhões
São Paulo 6,4% - 7,6 Milhões
Vasco 3,4% - 4 Milhões
No MS, a atual temporada escancara que os times mais tradicionais seguem perdendo seus torcedores e não renovando.
Além de ter uma torcida envelhecida e sem apelo pois os tradicionais Operário e Comercial jogam pouco e não trabalham para levar a população ao estádio, a cultura brasileira não é torcer para quem só perde.
Mesmo sendo bicampeão Estadual no MS, o Operário precisou de nove jogos de competições nacionais para superar o público do Ivinhema na decisão do Estadual.
O Ivinhema em sete jogos como mandante sendo um em Naviraí por falta de laudo, só perdeu pro Operário no ano graças ao jogo da Copa do Brasil que o galo teve diante do Criciúma.
Com 16 jogos como mandante, o Operário levou 12.116 torcedores somados todos os jogos. Destes 12 mil, 6,5 mil torcedores em três jogos. Luverdense, Criciúma e Ivinhema.
Nos outros 13 jogos como mandante, 5.616 torcedores e patética média de 432 torcedores entre pagantes e não pagantes.
Segundo dados, o bairro das Moreninhas onde fica o estádio Jacques da Luz, tem 100 mil habitantes, ou seja, o bicampeão estadual, representante do estado nacionalmente em 2025 e em 2026, não coloca 1% da população do bairro no estádio.
O Ivinhema na final do Estadual levou 6.050 torcedores ao Saraivão. É bom registrar que para levar esse público, o vice-campeão descumpriu a Lei Geral do Esporte.
Segundo laudo publicado pela FFMS, o estádio comporta 3.905 torcedores apenas e até hoje, o Ministério Público ou o TJD-MS, não denunciaram o clube.
O primeiro indicativo do tamanho de uma torcida é sua presença no estádio de futebol. Quem torce por um clube não está na igreja, restaurante, parque, cinema ou jogando bocha na hora do jogo.
Caso ele não consiga ir ao estádio, certamente estará na frente da TV consumindo seu time.
Como no MS ainda não temos Premiere para vender os jogos daqui para justificar que o torcedor ficou em casa ao invés de ir ao estádio, a pesquisa fiel é a do estádio.
Então não vamos brigar com os números. A maior torcida do Brasil é a que não torce para nenhum time e no MS, em 2025 o Ivinhema goleou o Operário com menos da metade dos jogos.

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