Por TLF
Os maiores campeões do Mato Grosso do Sul estão mais perdidos que palmeirense no Japão esperando o título Mundial.
Os últimos atos de Nelson Antonio e Marlon Brandt, mostram total despreparo e rumo do que precisa ser feito em cada clube.
Embora estejam separados por divisões e o Operário é quem manda no futebol do estado nesta década, as ações são bem parecidas com proporções diferentes.
![]() |
| Nelson Antonio Presidente do Operário Foto: Capital News |
Disputando o Brasileiro Série D, o galo deixou escapar de seus dedos, 2,3 milhões de reais por falta de certidões. 1,3 milhão destinado ao futebol masculino e um milhão para o feminino.
Nos bastidores do clube, jogadores deixam vazar insatisfação com promessa não cumprida de pagamento de premiação pela conquista do bicampeonato estadual e clima ruim no elenco por jogadores que chegaram para a Série D, ganharem mais que os que lá estavam.
Nesta semana, o goleiro Renan preferiu jogar a Série B do Espírito Santo do que a D do Brasileiro. Breno foi contratado para o lugar mesmo parado desde o fim do Estadual.
Ontem na rede social do clube, divulgação da contratação de um atacante que estava no Iguatu mas a postagem foi removida. Não vem mais ou não era para anunciar?
Problemas estruturais como falta de local adequado de treinamentos, avaliação médica correta com prazos que não são cumpridos, exames que não são realizados imediatamente após contusões, ônibus com ar-condicionado estragado, mostram que quantidade não é qualidade.
![]() |
| Marlon Brandt assumiu o Comercial em outubro - Foto: Divulgação |
"Nenhum vento ajuda quem não sabe para onde ir". A velha frase filosofal se aplica ao Comercial que quer voltar a Série A mas sem saber como ir para a Série A.
Marlon Brandt tentou garantir vaga nos tribunais mas passou vergonha. Alegou que deveria ter uma das vagas por cumprir a Lei Pelé mas não prestou contas como manda a Lei.
Depois de levar uma "ensaboada" do TJD-MS, atacou a FFMS alegando que Estevão Petrallas estava fazendo o mesmo que Cezário e queria arbitral antes dos 45 dias que manda a Lei. Segundo nota oficial, cumprir este tópico da Lei era seguir "vícios antigos".
Desde desta infeliz nota, perdeu credibilidade com os "sete notáveis" que decidem os rumos do clube. Abriu a porta para a organizada, ex-presidente, ex-jogador e agora vai reunir com os mesmos para tentar achar um caminho.
Prometeu definir até 10 de maio, se o clube jogaria a Série B com investidor ou com recursos próprios e até agora só tem feito reuniões que parece mais dar uma satisfação nas redes sociais para amenizar a conduta ruim que teve.
Reuniões com Arthur Mário e Leomar Ferreira, um ex-presidente e outro ex-jogador, mostram falta de conexão com a realidade.
Arthur deixou de ser cronista esportivo há anos trabalhando com jornalismo político. Está totalmente desatualizado do que o futebol moderno requer.
Sem contar que em sua gestão, Sielmo fugiu com pagamento do elenco virando notícia no GE Nacional e montando um time formado por atletas que jogavam no amador.
Leomar nunca trabalhou como dirigente ou empresário, embora seja economista e administrador de empresas. Todavia, se um empresário bem sucedido como Marlon é precisa de um economista para lhe ajudar no clube, algo está errado.
Diante deste cenário caótico, a única cabeça pensante que pode dar um norte ao Comercial é Mateus Sabatine. Mas ele já deixou claro que se o que foi lhe prometido não for cumprido, ele saltará do barco.
Neste sábado(31) haverá mais uma reunião desta vez entre Marlon Brandt, o conselheiro Heraldo Pereira e Arthur Mário. Nas palavras de Heraldo, ele indica que o clube deverá ser bancado pelos comercialinos.
“Hoje ninguém faz futebol sozinho. Por isso, vejo como fundamental nós, comercialinos, nos unirmos novamente e buscarmos apoio entre nós, com um único objetivo: ajudar o nosso clube do coração a voltar a crescer”, afirmou ao Campo Grande News.
Se os rumos do Comercial dependem do apoio entre esses comercialinos, sinto em informar mas o fim está próximo.
Marlon mostrou que não conseguiu credibilidade para atrair novas cabeças ao clube e fica recorrendo a quem ajudou a deixar o time nesta situação. Agora é a hora daqueles que afirmaram que "Se o Manginni saísse, iriam aparecer investidores", darem a cara para bater.
Temos os maiores clubes do estado com gestões diferentes mas com o mesmo resultado. Muita gente no Operário que não conseguiu fazer o time dar o passo a mais e ninguém no Comercial que faz o passado retornar ao clube. Fórmulas diferentes e o mesmo resultado.



Nenhum comentário:
Postar um comentário