sábado, 3 de outubro de 2020

O Águia Negra que encantou o MS, não existe mais

Foto: Franz Mendes

Bola aérea e Adriano. Assim vive o Águia Negra que não existe mais coletivamente desde a saída de Rodrigo Cascca e chegada de Gelson Conte. Ah mas o Cascca não está mais e o Conte é o treinador. Fato, e a culpa é do Águia Negra.

O time até sai bem de trás mas não tem ideia do que fazer do meio pra frente e insiste em colocar a bola na área. Foi assim que saiu o gol do empate com o Goiânia por 1 a 1 na tarde deste sábado. Bola cruzada e complemento de Gugu.

Desta vez até que alternou a posse de bola com o adversário, também pudera, jogando em casa e tendo a necessidade de vencer, era o mínimo. 

Mas na execução do que fazer com a bola, uma tristeza. Bola na área, chutes de longa distância e pouquíssima criação com Mário Lúcio mal e distante de um Adriano abaixo do que pode render.

A conta de rejeitar a bola em Goianésia, mesmo quando tinha 11x11, custou caro para o atual campeão Estadual e fosse o Goiânia mais objetivo, poderia ter vencido o jogo.

Pouco, muito pouco futebol para pensar em coisas grandes e a culpa não é do elenco, é a ideia do técnico. Esse elenco pode e deve produzir muito mais se o técnico tiver capacidade de desenvolver o momento ofensivo.

A viagem foi longa? Sim! Time ficou dois dias sem dormir? Sim! Time treinou? Não! Ah mas o Campeonato Brasileiro não é de um nível superior ao Estadual? Na teoria sim, mas graças a pandemia, os rivais do Águia são do mesmo nível que ele.

Motivos para justificar a falta de ideia de jogo não faltam mas é claro que o trabalho de campo retrocedeu em relação ao que vimos durante dois Estaduais. Se algo melhorou, foi o lado direito mais acionado neste sábado.

São quase oito meses sem vencer em casa. A última vitória foi em 19 de fevereiro contra o Aquidauanense por 2 a 1. De lá pra cá, empates com Operário, Real Noroeste e Goiânia. Nos últimos sete jogos, apenas a vitória contra o Goianésia na última quarta-feira.

Quatro pontos perdidos em casa na competição e pode sair do G-4 ao término da rodada. A classificação é plenamente possível desde que o time apresente alternativas além da bola na área e pare de perder pontos em casa.

Agora, o Águia Negra vai ter mais uma semana livre, a terceira desde o início da competição. Vejamos se diante da Aparecidense, teremos algo além de cruzamentos e bola no Adriano como se ele fosse o salvador da pátria.

O argumento de que o time é o único invicto no grupo A5 é muito raso para quem vê o time em campo. É preciso melhorar urgentemente aquilo que o Águia sempre teve muito bem definido, seu jogo coletivo.

E pra quem não gosta que citemos Rodrigo Cascca que tem que ser citado por ser o antecessor, posso citar os times de Chiquinho Lima, Cláudio Roberto, Elói Kruger e o time do próprio Virgílio Ferreira, hoje Gerente de Futebol.

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