sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Na Canela: Viúvas de Luxemburgo choram e Cruzeiro preferiu o escudo Felipão do que contratar um técnico

Foto: Estadão

Após mais uma rodada do Campeonato Brasileiro, a dança das cadeiras continua no futebol brasileiro. Destaques para Palmeiras e Cruzeiro, os palestras que estão em divisões diferentes optaram por mudança no comando técnico.

O Palmeiras demitiu Wanderley Luxemburgo após derrota para o Coritiba por 3 a 1 no Allianz Park. Após 20 jogos sem perder e três derrotas consecutivas, optou pela saída do treinador segundo o Presidente Mauricio Galiotti, pelo desempenho.

Mais uma vez o trabalho de Luxemburgo foi um fiasco, apoiado apenas em garotos que ele chegou com a obrigação de promover ao time profissional, título estadual após dois jogos horríveis contra o Corinthians e falta total de um padrão de jogo.

Os fãs do ex-treinador de futebol aposentado desde que voltou do Real Madrid, usam o mesmo argumento para falar dele. "A história" dele no futebol que para esses, só existiu entre 1990 e 2005. De 2005 até o momento, eles fazem questão de jogar para debaixo do tapete.

Luxemburgo ficou para trás e usa o discurso de quem inventou o futebol. Na prática, está ultrapassado e não conseguiu acompanhar o desenvolvimento do futebol. A diferença entre ele e vários técnicos sem currículo ainda, é apenas o passado distante de títulos importantes.

Cruzeiro

Depois de demitir Ney Franco após empate sem gols com o Oeste, estar na penúltima colocação da Série B e ouvir três nãos de outros técnicos, o Cruzeiro que está totalmente endividado, acertou o retorno de Luis Felipe Scolari após quase 20 anos.

Tanto o técnico quanto o clube que se "separaram" em 2001, estão completamente diferentes. Felipão saiu da raposa naquela oportunidade para a Seleção da CBF como o salvador da pátria para classificar o time para a Copa da Coréia e do Japão. 

Conquistou o pentacampeonato e agora retorna pro vice-lanterna da Série B, escancarando o momento atual do técnico que poderia ter feito uma escolha melhor ou ficado em casa com o título brasileiro de 2018 pelo Palmeiras como seu último momento.

A raposa literalmente quebrou e é o clube que mais deve no país. Salários atrasados, escândalos diários a porta da Toca e o maior vexame esportivo até o momento de sua história. A briga contra o rebaixamento é real e chegar ao G4 parece uma missão impossível.

Para a diretoria, a escolha deverá dar paz e tirar o foco de todos os problemas externos. Felipão tem tamanho suficiente para chamar a si todas as atenções dentro do campo e tomara que ele não ajude a jogar para debaixo do tapete esta situação.

Felipão sozinho não irá resolver os problemas de um clube que não conseguiu pagar nem três salários em 2020, tem um time extremamente jovem e poucos líderes técnicos. 

A última vez que isso ocorreu foi no caótico Palmeiras entre 2010 e 2012 que ele foi literalmente o "Presidente" e o final culminou com o segundo rebaixamento do verdão. Curiosamente, o contrato de Felipão com a raposa vai até o final de 2022.

Luxemburgo e Felipão que nos anos 90 duelaram pelo posto de melhor técnico do país, vivem melancolicamente finais de carreira.

A diferença entre ambos é que os times de Felipão ainda conseguem ser competitivos no sistema que ele usa desde o Criciúma de 91 e que deu ao técnico quatro títulos nacionais nos últimos cinco anos, três pelo Guangzhou e um pelo Palmeiras. 

Já os de Luxa, vivem de um discurso distante que não se executa em campo há uma década e meia. Nem na segunda divisão chinesa Luxemburgo vingou. 

De qualquer maneira, é notório que os dirigentes seguem escolhendo técnicos para se protegerem ao invés de pensar em como jogar. O fato de ambos seguirem trabalhando por aqui em grandes clubes, é prova disso.

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