Foto: Capital News
Estevão Petrallas assumiu o Operário em meio a uma crise nunca vista no clube. Seu antecessor Tony Vieira, destruiu sozinho, o respeito que o clube tinha dentro e fora de campo.
Perda da vaga do estado na Série C do Campeonato Brasileiro, dois rebaixamentos, time fora de Campeonato, time caloteiro que não pagava ninguém e de quebra, a zoação dos outros torcedores por não conseguir dentro de campo, fazer o time voltar a elite Estadual.
Petrallas assumiu com tudo contra. Entendeu o cenário que estava se metendo e teve a inteligência de se aproximar do maior rival Comercial e na sua opinião, os dois clubes devem nortear os rumos do futebol do estado.
Com Petrallas, o Operário voltou do "inferno" da Série B, faz das tripas coração do jeito certo ou errado para cumprir seus compromissos e sob sua gestão, encerrou jejum de 21 anos sem título. O Operário voltou a ser protagonista.
Manginni assumiu o Comercial em 2017 como Presidente, mas fazia parte da gestão que assumiu o clube desde 2007 após Luiz Ojeda tirar o clube da competição e ser punido com 2 anos fora das competições e com o Comercial na Série B.
Na diretoria do clube, subiu em 2007, quase caiu em 2009, título de 2010 após nove anos e semifinal em 2011.
Após campanhas ruins em 2012, 2013 e 2014, se afastou diretamente principalmente a episódio com jogadores em 2014 quando o clube já vivia com falta de pagamento na gestão Luiz Cortês.
Assumiu como Presidente em 2017 afirmando que o objetivo era a Série C, mas que deixou o clube sem sequer chegar a uma final. As dívidas trabalhistas explodiram e sua saída da maneira que ninguém gostaria que fosse, deveria ocorrer dia 07 de novembro.
Pensamento igual sobre a grandeza dos clubes
Petrallas teve Manginni como grande parceiro em tudo que girava em torno do futebol da capital. Tudo que ele pensava a favor do Operário, queria que o Comercial conseguisse.
Pelo pouco tempo de convívio e pelo desinteresse demonstrado por Ítalo Milhomen, não houve a sintonia com Ítalo como houve com Manginni. A relação de ambos no futebol era bem afinada.
Na opinião de ambos, a dupla comerário é a salvação para o futebol do estado sair do fundo do poço. Mesmo discordando de tal opinião, reconheço que a maneira como se uniram em prol dos dois clubes, é a ideal para que as coisas evoluam de maneira uniforme para todos.
Estavam juntos querendo a liberação do Morenão, algo defendido por Petrallas e que Manginni acabou sendo convencido, querendo ao lado do presidente operariano, que o estádio recebesse jogos da dupla.
Se reuniram com o Governo do Estado solicitando um "pool" financeiro para as equipes que favoreceria a todos. As conversas eram constantes entre ambos, mesmo quando um deles não se fazia presente e Manginni também o procurava para debater coisas a favor das duas equipes.
Entre 2017 e 2020, foram seis comerários com três vitórias para cada lado no profissional. Márcio Bittencourt foi demitido após perder o clássico para o galo por 3 a 1 em 2017. No returno, vitória por 1 a 0 do colorado quando os operarianos reclamaram do futebol reativo de Walter Ferreira.
Em 2018, os comerários mais marcantes num intervalo de oito dias e fatos que afloraram a rivalidade. No sábado de carnaval, a repetição do maior placar da história do clássico quando o Operário voltou a fazer 4 a 1 após 38 anos.
No outro domingo, o gol de Jô aos 44 da etapa final e provocação do gandula Tadeu, causou cenas lamentáveis na vitória colorada por 1 a 0.
Jéferson Reis jogador do Operário, bateu no gandula como se fosse lutador de MMA. Polícia, Delegacia e punição severa ao meia que depois foi para o futebol da Armênia.
Naquele ano houve ainda a derrota do Comercial por 3 a 1 para o Operário no Sub-19 mas o gol colorado com um homem a menos e pênalti defendido nos acréscimos, impediu que o galo fosse a Copa São Paulo de 2019.
No último comerário entre eles, as diretorias trabalharam juntas para promover o jogo em mais um sábado de carnaval. O Comercial venceu por 2 a 0 de maneira incontestável com seu time de garotos o que deixou o rival em crise.
Mais dois comerários aconteceriam entre eles mas a pandemia não permitiu. Com a volta da competição marcada para 28 de novembro, Petrallas não enfrentaria mais Manginni pois o Comercial terá eleições e ele não seria candidato a reeleição.
Com erros e acertos, ambos da maneira particular de cada um, deixaram claro que o futebol precisa de pessoas unidas em prol da mesma coisa e quanto mais pessoas fizerem isso, mais o futebol crescerá para todos.
Petrallas de fato perdeu um grande companheiro naquilo que pensa de retomada do futebol do estado e da capital.
Podemos concordar ou discordar da maneira como se uniram pensando apenas em seus clubes, mas que este tipo de união possa se propagar como essa maldita doença que infelizmente, ceifou mais uma vida.
Observação: Embora alguns insistam em não compreender, as informações e opiniões emitidas são EXCLUSIVAMENTE sobre a gestão dos dirigentes, e não dos pais, maridos e filhos de alguém.

que texto lindo, lendo durante a aula
ResponderExcluir