Desde 1997 sem nenhuma conquista, o Operário espera em 2018 acabar com o jejum que já dura 20 anos.
Uma das ações da diretoria operariana, foi mudar o formato da fase final do Campeonato Estadual de 2018.
O Presidente do clube Estevão Petrallas e seus pares, entendem que a fila só não acabou este ano por conta de um gol.
Isto por conta do clube ter feito mais pontos que o Corumbaense durante a competição mas eliminado no mata-mata quando perdeu o agregado por 3 a 2.
Em entrevista a Rádio Esporte MS antes do prazo fatal para a entrega da redação final da competição realizado na última sexta-feira(01), Petrallas afirmou que se empenharia na mudança do formato.
De fato, o sistema que continuaria em mata-mata foi alterado para a próxima temporada com a concordância da maioria dos clubes. Apenas César Mignolli do Costa Rica e que não participou da reunião, mostrou total descontentamento com a mudança.
Petrallas entende que a melhor pontuação ao longo da 1ª fase em 2016(junto com o Comercial) e 2017, credencia o clube a favorito ao caneco a próxima temporada. Todavia, dos 10 jogos que o clube faz na 1ª fase, oito são na capital, o que torna essa pontuação "enganosa".
Mas o Operário não deixou de ser campeão em 2017 por conta de um gol. No duelo contra o Corumbaense, o clube por regulamento, tinha vantagem de jogar por dois empates em pontos desde que com mesmo saldo para avançar.
No jogo de ida, foi a Corumbá e venceu por 1 a 0, aumentando ainda mais esta vantagem pois poderia perder por um gol de diferença em seus domínios que mesmo assim se classificaria, mas perdeu por 3 a 1 e foi eliminado com justiça pelo clube que ficaria com a taça.
Em resumo, o Operário tinha o regulamento a seu favor e não soube usá-lo em benefício próprio. Em 2016, o problema alegado da falta de título foi o péssimo gramado do Jacques da Luz que impedia o bom futebol do time.
Mas jogando no magnífico gramado do Douradão, o time foi eliminado pelo Sete de Setembro e este ano, caiu dentro do Morenão com um gramado excelente para o Corumbaense.
O formato defendido por Petrallas, foi o mesmo que o clube disputou na Série B em 2015.
No quadrangular final, liderava até a última rodada quando perdeu para o Aquidauanense por 3 a 2 no Noroeste e viu o Itaporã ultrapassá-lo ao vencer o Maracaju e ficar com o caneco.
Nesses quatro anos à frente do clube, se contarmos os jogos como mandante e visitante contra times de fora da capital, há muito equilíbrio.
Em 2014 sob o comando de Gilmar Calonga, perdeu fora para o Corumbaense, venceu em casa, empatou em casa com a Serc e perdeu fora.
Já em 2015 com Chiquinho Lima, venceu as duas contra o Pantanal na 1ª fase e empatou em casa com o Aquidauanense e perdeu fora. Na 2ª fase, empatou em casa com Itaporã e Maracaju e venceu ambos fora, venceu o Aquidauanense em casa e perdeu fora.
Já em 2016, o time de Celso Teixeira terminou o Estadual invicto fora de casa. Foram três vitórias diante de Costa Rica, Serc e Ivinhema e dois empates com Misto e o Sete de Setembro. O problema é que perdeu em casa da Serc, do Ivinhema e empatou com o Sete de Setembro.
Este ano com Celso Rodrigues, perdeu do Costa Rica e empatou com a Serc fora de casa na 1ª fase.
No mata-mata, venceu Urso e Corumbaense fora de casa, mas acabou perdendo em casa para o Corumbaense ficando fora da final e na decisão do 3º lugar, perdeu fora e ganhou em casa do Sete de Setembro.
A vantagem operariana em pontos conquistados é principalmente contra seus rivais da cidade. Em duelos fora da capital, os números não dão garantia que este novo formato fará o time sair da fila.
No somatório dessas campanhas contra seus adversários de fora da capital, foram 32 jogos em dentro e fora de casa com dezesseis vitórias, sete empates e nove derrotas. O aproveitamento é de 57,3% dos pontos.
Em um quadrangular final com 18 pontos em disputa, o mínimo pra ser campeão sem depender de saldo de gols é de 16 pontos considerando a melhor campanha que dois clubes possam fazer.
É possível que com 13 pontos o título se confirme também. Todavia, seja 13 pontos ou 16, o aproveitamento precisa estar entre 72% e 88%.
É preciso entender que nenhuma fórmula é garantia de nada. O Operário tem 10 títulos Estaduais e todos conquistados com finais. A única vez que brigou pelo título em pontos corridos na Série A foi em 2005 quando ficou a quatro pontos do Cene.
O que credencia e aumenta as possibilidades de um clube ser campeão é o trabalho feito pelo departamento de futebol sem ser atrapalhado pela diretoria do clube.
Celso Rodrigues foi mantido e terá mais uma vez a missão de tentar acabar com a fila que entrará para o seu 21º ano.
Em 2017, o clube caiu na semifinal por causa de um gol tomado a mais, por conta de não administrar a vantagem que tinha e porque o Corumbaense foi melhor nos 11 minutos que mudaram o jogo no Morenão a favor do carijó e escancarou a incapacidade do galo reverter aquele quadro.
Mesmo que passasse, nada garantia que o time superaria o Novo na decisão, embora tivesse um time muito melhor que o adversário. Mas só isso não é suficiente. Futebol permite coisas improváveis que torna o esporte apaixonante.
Não importa o formato da competição se o clube estiver preparado para jogar futebol. Se o Operário sair da fila não será pela mudança do formato e se continuar na fila também não.
É preciso parar de achar desculpas em gramado, em formato de competições, na arbitragem, no sol, na chuva e entender que só o bom trabalho deixará o Operário perto de sair da fila. Tomara, que haja essa compreensão de quem vai comandar o futebol do clube.

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