segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Na Canela - Amistoso no Jacques da Luz mostrou como falta profissionalismo em MS

A vitória da Seleção Brasileira Master sobre o Comerário Master por 6 a 1 diante de mais de 1000 pagantes, mostrou a incapacidade de quem divulga os jogos dos times da capital em promover o clube e o jogo.

É óbvio que o número de estrelas principalmente pela Seleção brasileira, chama a atenção, mas achar que apenas isso fez o campo-grandense ir ao Jacques da Luz em um feriado, é minimizar o problema dos clubes.

A última vez que um clube da capital levou um grande número de torcedores do estádio, foi em 2010 quando 18 mil pessoas entraram “de graça” para ver o Comercial ser campeão estadual diante do Naviraiense.

Por anos o Morenão ficou interditado e o Jacques da Luz foi palco do futebol da capital. Mas apenas o Novoperário trabalhou para levar o campo-grandense aos jogos e conseguiu.

Na final da Série B em 2012, quase 3 mil pessoas viram o título contra o Corumbaense. Na volta ao Morenão, o Novo proporcionou os maiores públicos no estádio e com boa renda.

Mas com o retorno do Operário a elite, o Novo se “apequenou” na busca de levar a população a seus jogos e teve números pífios desde a temporada passada.

O Cene em 2014, levou mais de seis mil pessoas para ver o clube ser bicampeão diante do Águia Negra. O Morenão foi fechado novamente e o Jacques da Luz abrigou mais uma vez os clubes da capital.

O presidente do Operário Estevão Petrallas em 2015, chegou a levar jogos para Rio Brilhante alegando que um dos motivos do baixo público nas Moreninhas, era a distância do estádio.

Com a volta do Morenão nesta temporada, o Operário foi quem melhor trabalhou e levou bons públicos a seus jogos. Chegamos a ter quase 8 mil torcedores no comerário vencido pelo galo por 3 a 1.

Porém, o número de não pagantes chegou a ser maior que o de pagantes em vários jogos, não só do Operário, o que não dá aos clubes da capital capacidade nem de pagar as despesas do estádio.

O amistoso deste sábado(26) com vários patrocinadores e trabalho voltado para levar o campo-grandense ao longínquo estádio das Moreninhas, mostrou que dá pra fazer mais e melhor.

Só que falta capacidade as pessoas responsáveis pelo marketing nos clubes e o pensamento pequeno de não dar a quem possa divulgar profissionalmente o evento, uma parte do lucro, escancara o desinteresse e até mesmo desconhecimento do público sobre como anda os clubes da capital.

E quando digo do público, é porque várias pessoas torcem para times de fora do estado e até mesmo de fora do país. É preciso conquistar novos torcedores e reconquistar outros que desistiram de ir aos estádios.

A falta do entendimento do preço do ingresso em relação a cada partida, atrapalha também a ida do torcedor. Há uma variação de valores sem qualquer critério.

Na maioria das vezes é cobrado um valor exagerado do ingresso e quando o borderô é divulgado, o número de não pagantes é maior que o pagante tornando o preço no mínimo incoerente.

Clubes, Dirigentes, Ministério Público e até mesmo a Imprensa é responsável pela ausência de público aos jogos.

Ou todos se unem em prol da volta do torcedor e do campo-grandense, ou eventos como os de sábado continuarão mostrando o tamanho do amadorismo que é conduzido o futebol nos clubes da capital.

Um comentário:

  1. Corretíssimo, creio que o grande gargalo desse setor social é que fatiaram-se as expectativas de lucros quando privatizaram a gestão do esporte como um todo no estado, senão vejamos, falta transparência aos gestores do esportes, das federações, falta planejamento que causa consequentemente a falta de credibilidade. Há muito tempo pode-se observar que o esporte passou a ser praticado e realizada para a subsistência de alguns, de tempo em tempo aparece um evento para alguém encher os bolsos, ou um campeonato previamente combinado nas questões de arrecadação e fatiamento dos lucros (?) e esses mesmos senhorios perpetuam-se empoderando-se do imponderável. Com relação a nominação dos culpados eu isentaria a imprensa já que o autor é prova viva de que fazem os locutores esportivos e a dita pequena imprensa para ainda extrair as poucas emoções do moribundo esporte estadual, é preciso sim uma mudança mas primeiramente os dirigentes precisam reciclar-se numa nova gestão esportiva onde o planejamento, orçamento e publico alvo sejam plenamente contemplados satisfatoriamente e que seja dada à imprensa o seu devido valor dentro do orçamento do evento para a divulgação, a imprensa não é obrigado e divulgar eventos gratuitamente ou se assim quiser fazer ter que palmilhar o estado para vender qualidade do trabalho de um evento sem credibilidade que não agrega nada em sua marca ou produto dada ao péssimo nível que o esporte foi colocado. Ficamos então refém de abnegados profissionais da bola e da imprensa tentando salvar-se das revoltas e imundas águas esportivas que rolam no estado.

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