A vitória da
Seleção Brasileira Master sobre o Comerário Master por 6 a 1 diante de mais de 1000 pagantes, mostrou a incapacidade de quem divulga os jogos dos times
da capital em promover o clube e o jogo.
É óbvio que o
número de estrelas principalmente pela Seleção brasileira, chama a atenção, mas
achar que apenas isso fez o campo-grandense ir ao Jacques da Luz em um feriado,
é minimizar o problema dos clubes.
A última vez que um
clube da capital levou um grande número de torcedores do estádio, foi em 2010
quando 18 mil pessoas entraram “de graça” para ver o Comercial ser campeão estadual
diante do Naviraiense.
Por anos o Morenão
ficou interditado e o Jacques da Luz foi palco do futebol da capital. Mas
apenas o Novoperário trabalhou para levar o campo-grandense aos jogos e
conseguiu.
Na final da Série B
em 2012, quase 3 mil pessoas viram o título contra o Corumbaense. Na volta ao
Morenão, o Novo proporcionou os maiores públicos no estádio e com boa renda.
Mas com o retorno
do Operário a elite, o Novo se “apequenou” na busca de levar a população a seus
jogos e teve números pífios desde a temporada passada.
O Cene em 2014,
levou mais de seis mil pessoas para ver o clube ser bicampeão diante do Águia
Negra. O Morenão foi fechado novamente e o Jacques da Luz abrigou mais uma vez os clubes da
capital.
O presidente do
Operário Estevão Petrallas em 2015, chegou a levar jogos para Rio Brilhante alegando
que um dos motivos do baixo público nas Moreninhas, era a distância do estádio.
Com a volta do
Morenão nesta temporada, o Operário foi quem melhor trabalhou e levou bons
públicos a seus jogos. Chegamos a ter quase 8 mil torcedores no comerário
vencido pelo galo por 3 a 1.
Porém, o número de
não pagantes chegou a ser maior que o de pagantes em vários jogos, não só do
Operário, o que não dá aos clubes da capital capacidade nem de pagar as
despesas do estádio.
O amistoso deste
sábado(26) com vários patrocinadores e trabalho voltado para levar o
campo-grandense ao longínquo estádio das Moreninhas, mostrou que dá pra fazer
mais e melhor.
Só que falta
capacidade as pessoas responsáveis pelo marketing nos clubes e o pensamento
pequeno de não dar a quem possa divulgar profissionalmente o evento, uma
parte do lucro, escancara o desinteresse e até mesmo desconhecimento do público sobre como anda os clubes da capital.
E quando digo do
público, é porque várias pessoas torcem para times de fora do estado e até mesmo
de fora do país. É preciso conquistar novos torcedores e reconquistar outros
que desistiram de ir aos estádios.
A falta do entendimento do preço do ingresso em relação a cada partida, atrapalha também a ida do torcedor. Há uma variação de valores sem qualquer critério.
Na maioria das vezes é cobrado um valor exagerado do ingresso e quando o borderô é divulgado, o número de não pagantes é maior que o pagante tornando o preço no mínimo incoerente.
Clubes, Dirigentes, Ministério Público e até mesmo a Imprensa é responsável pela ausência de público aos jogos.
Na maioria das vezes é cobrado um valor exagerado do ingresso e quando o borderô é divulgado, o número de não pagantes é maior que o pagante tornando o preço no mínimo incoerente.
Clubes, Dirigentes, Ministério Público e até mesmo a Imprensa é responsável pela ausência de público aos jogos.
Ou todos se unem em prol da volta do torcedor e do campo-grandense, ou eventos como os de sábado continuarão mostrando o tamanho do amadorismo que é conduzido o futebol nos clubes da capital.

Corretíssimo, creio que o grande gargalo desse setor social é que fatiaram-se as expectativas de lucros quando privatizaram a gestão do esporte como um todo no estado, senão vejamos, falta transparência aos gestores do esportes, das federações, falta planejamento que causa consequentemente a falta de credibilidade. Há muito tempo pode-se observar que o esporte passou a ser praticado e realizada para a subsistência de alguns, de tempo em tempo aparece um evento para alguém encher os bolsos, ou um campeonato previamente combinado nas questões de arrecadação e fatiamento dos lucros (?) e esses mesmos senhorios perpetuam-se empoderando-se do imponderável. Com relação a nominação dos culpados eu isentaria a imprensa já que o autor é prova viva de que fazem os locutores esportivos e a dita pequena imprensa para ainda extrair as poucas emoções do moribundo esporte estadual, é preciso sim uma mudança mas primeiramente os dirigentes precisam reciclar-se numa nova gestão esportiva onde o planejamento, orçamento e publico alvo sejam plenamente contemplados satisfatoriamente e que seja dada à imprensa o seu devido valor dentro do orçamento do evento para a divulgação, a imprensa não é obrigado e divulgar eventos gratuitamente ou se assim quiser fazer ter que palmilhar o estado para vender qualidade do trabalho de um evento sem credibilidade que não agrega nada em sua marca ou produto dada ao péssimo nível que o esporte foi colocado. Ficamos então refém de abnegados profissionais da bola e da imprensa tentando salvar-se das revoltas e imundas águas esportivas que rolam no estado.
ResponderExcluir