segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Corinthians não jogou mal, mas derrota pro lanterna escancarou a falta de qualidade de seu elenco

Timão perdeu para o Dragão na Arena
Foto: ESPN
A derrota do Corinthians para o lanterna Atlético-GO por 1 a 0 no último sábado(26) em sua Arena, escancarou o que todo mundo sabe. O elenco corinthiano é bem aquém dos favoritos ao título.

O certame começou com Palmeiras, Atlético-MG e Flamengo como favoritos pelas fartas opções de jogadores e possíveis variações de sistemas possíveis com essas opções.

Mesmo liderando a competição e com merecimento, o time de Fábio Carille está longe, mas muito longe de ter em seu elenco a força de tal campanha.

Sem Balbuena, Arana, Jô, Romero e com Jadson ainda sem estar 100%, o líder sucumbiu mais uma vez diante de um adversário menos qualificado. Moisés, Kazim e Clayson destoaram dos titulares.

Diferentemente da derrota para o Vitória no último dia 19, o Corinthians criou diversas oportunidades mas pecou na finalização. Contra o leão baiano, quase não teve chances pela excelente marcação do time de Wagner Mancini.

Fagner teve sozinho a chance de abrir o placar na pequena área, depois mandou bola na trave. Kazim teve três chances para marcar também assim como Claysson que não aproveitou rebote do goleiro. Aliás, o goleiro Marcos foi o melhor em campo na Arena.

Carlinhos entrou mas pouco fez. Com nervosismo natural pela pouca idade e buscando o mesmo espaço na área que Kazim, não mudou em nada o panorama da partida.

Foram 53 cruzamentos no total e apenas 15 corretos. O time contra equipes mais retrancadas, está caindo na armadilha que já obrigou seus adversários fazer em duelos contra o timão.

É óbvio que o papel do treinador é encontrar saídas para as adversidades, mas cruzar a bola aleatoriamente de qualquer lugar do campo está muito, mas muito longe de ser o ideal e isto deixa o líder um time comum.

Na próxima rodada, o clássico com o Santos deve fazer o Corinthians voltar a sua velha característica que é explorar os espações deixado pelo adversário.

Mas Carille precisa achar soluções para enfrentar times mais fechados pensando na evolução do time.

É difícil falar em evolução para um time que sobrou no 1º turno, mas ela é necessária para fazer do Corinthians uma equipe com variações e não refém de uma única maneira de jogar.

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